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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Cuidado com colírios antibióticos

Na sessão científica de junho de 2014, a oftalmologista do IBOL Marisa Florence, que também é docente da Universidade do Estado do Rio (Uerj) e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), fez um alerta aos outros médicos do IBOL sobre o cuidado no tratamento das ceratites não-bacterianas. A médica reuniu alguns de seus casos clínicos para debate.

O principal alerta dado por Florence foi sobre o perigo do uso indiscriminado de colírios com antibióticos. “Dificilmente uma conjuntivite ou ceratite sem pus será em decorrência de infecção bacteriana e o uso deste medicamento geralmente pode agravar muito a doença”, completa.

Alguns exemplos são as lesões provocadas pelo uso excessivo de lentes de contato. Nestes casos, é imprescindível que o paciente pare de usar a lente, lubrifique bem os olhos e aplique um colírio corticoide específico recomendado pelo médico. O antibiótico nestes pacientes causa uma piora grande, aumentando a lesão na córnea.

Também foram citadas a ceratite de Thigeson, que é uma doença auto-imune, tratada unicamente com corticoides; as lesões por olho seco; outras causas genéticas como a distrofia da membrana anterior da córnea; infecções virais como a de herpes; dentre outras afecções.

As ceratites são inflamações ou infecções na camada transparente chamada de córnea, que fica na frente da pupila e ajuda a focar a luz. Os sintomas da ceratite costumam ser: baixa repentina de visão, sensibilidade à luz, sensação de corpo estranho nos olhos, vermelhidão, lacrimejamento e muita dor (pois a córnea é muito enervada). O tratamento correto deve ser imediato, pois pode evoluir para cegueira.

 


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