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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Detecção e prevenção de problemas na visão de crianças

Brincar ao ar livre, limitar o uso de tablets e joguinhos no telefone celular. Estas foram algumas das recomendações da médica oftalmopediatra do IBOL, Simone Vieira Cerveira, durante sua palestra no último encontro do Centro de Estudos, realizado em agosto.

“Hoje em dia, crianças com dois anos já têm tablets e, com a alfabetização cada vez mais cedo, essas crianças podem ter problemas de visão. Então, é importante limitar nas crianças pequenas a no máximo meia hora por dia o uso desses dispositivos eletrônicos”, alertou. Além disso, Simone explica que o melhor é não usar celular para games. “Celular foi feito para falar. Não foi feito para jogar. É difícil proibir e, muitas vezes, as crianças ficam irritadas.”

Ela diz que o uso do videogame na televisão é menos prejudicial à saúde ocular do que no celular, pois quanto mais perto, maior é o esforço visual e pior para a visão. Ela recomenda ainda que, se os pais tiverem que fazer uma opção entre permitir o uso de jogos no tablet, em computador ou ainda na televisão, a preferência deve ser por esta última. O pior de todos é o tablet pois, inconscientemente, se traz para perto do olho.

Sobre problemas de visão em crianças, a Dra. Cerveira falou sobre a importância de fazer exames refrativos desde cedo. Em primeiro lugar, porque os erros refrativos podem ocorrer em qualquer idade,

incluindo bebês, e, além disso, podem ser assintomáticos,especialmente quando ocorrem em apenas um dos olhos e, por outro lado, são de fácil correção.

“Atualmente, existem boas armações em qualquer ótica para crianças de qualquer idade”, diz. A acuidade visual em crianças com mais de quatro anos é fácil de se identificar, mas em bebês e na fase pré-verbal é bem mais complicada, porém é possível avaliar a função visual e, se necessário, quantificar essa acuidade visual através de exames complementares, sendo os mais comuns, o de fixação e o de segmento de objetos de tamanhos e contrastes diferentes.

Simone ressalta a importância dos exames oftalmológicos de forma precoce. Ela explica que, se não há prematuridade ou uma doença para se cuidar, entre os seis meses e um ano é uma boa época para se ter uma ideia se a criança tem ou é mais suscetível a ter algum problema de visão e é mais fácil de se examinar. Com dois ou três anos, a criança se sente incomodada, normalmente chora, e acaba gerando angústia nos pais. Então, esta não é uma boa opção, mas, se ainda não foi feito um primeiro exame, sempre é melhor fazer.


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