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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Maior acuidade visual pode ser uma realidade para edema macular diabético

Ensaios clínicos com três drogas para uso no tratamento do edema macular diabético foi o tema da reunião científica realizada no mês de agosto, no IBOL de Botafogo. O edema macular é consequência da retinopatia diabética, uma doença que atinge os vasos sanguíneos dos olhos.

Os medicamentos abordados são da classe dos antiangiogênicos, drogas terapêuticas que interferem nos mecanismos fisiológicos do nosso corpo e evitam a formação de vasos sanguíneos. A convidada para abordar este tema foi a oftalmologista Cecília Moeller Achcar, consultora médica sênior da Bayer Health Care.

Em sua palestra, Dra. Achcar apresentou os resultados de um estudo comparativo publicado no periódico científico New England Journal, neste ano. O artigo descreve os dados obtidos com cerca de 600 pacientes, sendo que 75% destes nunca tinham utilizado outros tratamentos. O total de pacientes foi dividido em três grupos de 200 voluntários e que receberam as seguintes drogas aprovadas nos Estados Unidos: Alfibercepte, Bevacizumabe, Ramibizumabe. De acordo com os dados apresentados, após um ano de tratamento, que incluiu visitas mensais, todos os pacientes tiveram uma melhora em sua acuidade visual.

Vale destacar que essas drogas ainda não foram aprovadas no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento do edema macular diabético. Segundo a Dra. Achcar, essas drogas estão sob avaliação há dois anos e está previsto para janeiro o licenciamento das mesmas.

No Brasil, não se sabe ao certo qual o número de indivíduos afetados pelo edema macular diabético. Porém de acordo com dados internacionais, cerca de 24% a 39% das pessoas com diabetes terão a doença. Se no país, existem quase 20 milhões de diabéticos, então, a doença pode acometer mais de seis milhões de brasileiros.

 

 


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