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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Infecção hospitalar

Higienização das mãos em serviços de saúde parece algo simples e corriqueiro, mas merece toda a atenção de profissionais que atuam em instituições de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, atendentes e administradores.

Essa preocupação com a higienização foi apontada, pela primeira vez, pelo médico húngaro, Ignaz Semmelweis, que viveu entre os anos de 1818 e 1865. Na época, ele percebeu que a cada 10 mães, uma ou mais morriam após o parto. Frequentemente, os bebês também morriam da mesma forma, em virtude da febre puerperal. O mesmo não acontecia nos partos realizados por parteiras em casa. Vários médicos tentaram solucionar o problema que só foi desvendado por Semmelweis quando associou o fato a práticas dentro do próprio hospital. Os mesmos médicos que manipulavam cadáveres também faziam os partos.

Diante da importância da temática, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do IBOL trouxe para a reunião científica do mês de outubro de 2015 esse tema, que foi abordado por Daniele Novo, consultora da empresa Simple Saúde. Para ela, o principal alvo são as mãos onde se depositam os microrganismos que podem se espalhar por pias, maçanetas, computadores e outros adornos pessoais ou institucionais. “Com pequenas medidas, é possível reduzir a infecção hospitalar”, ressaltou Daniele.


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