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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Novos tratamentos para edema macular diabético

O acompanhamento de 660 pacientes com edema macular diabético durante dois anos e que foram tratados com as drogas quimioterápicas Alfibercept, Bevacizumabe e Ranibizumabe mostrou uma melhora na acuidade visual sem riscos de efeitos colaterais graves.

Estas drogas conhecidas como antiangiogênicas (capazes de interromper a alimentação dos vasos e que resultam na evolução da doença) são utilizadas para o tratamento do câncer e foram adotadas também para doenças oftalmológicas através da aplicação intraocular. São medicamentos de alta tecnologia, como explicou o biomédico Rogério Furquim Mauad, formado pela Unifesp e Gerente Médico de Retina da empresa Novartis. Mauad foi o convidado da última reunião científica promovida pelo IBOL, neste mês de março de 2016.

Há alguns anos, os medicamentos Avastin (Bevacizumabe) e Lucentis (Ranibizumabe) já eram aplicados para essa doença e, posteriormente, tanto a Food and Drug Administration (o órgão dos Estados Unidos que libera do uso de medicamentos) como a Anvisa, a responsável no Brasil por essa aprovação, também disponibilizaram o uso do Ozurdex e o Eylia para tratamento de problemas de retina.

O edema macular diabético é a maior causa de cegueira entre pessoas com idade economicamente ativa. A doença é resultado do excesso prolongado de açúcar no sangue. Os indivíduos com diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que os que não são portadores da doença. Estima-se que dentre os atuais 12 milhões de diabéticos brasileiros, 10% terão problemas de visão e pelo menos 2% ficarão cegos após 15 anos com diabetes.


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