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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Ceratocone: o perigo de coçar os olhos

No dia 19/10/2013, o Centro de Estudos do IBOL abordou o tema ceratocone. O simples ato de coçar os olhos (que é rotina para muitos alérgicos) pode causar o ceratocone, uma doença progressiva que torna a córnea mais fina e com formato cônico, provocando um astigmatismo que varia com frequência. A doença é comum e costuma aparecer na adolescência. Se não tratada, progride até os 35 anos de vida, quando geralmente se estabiliza. No entanto, em alguns casos graves de córneas que ficam muito finas, é necessário fazer transplante de córnea para evitar perfurações ou ruptura da mesma. A recomendação de não coçar os olhos é ainda mais expressa para quem fez cirurgia refrativa (para diminuição de grau) pelo método Lasik. O tema foi discutido esta semana na reunião científica do IBOL, pelos oftalmologistas da instituição, Renato Souza Oliveira e Tatiana Klejnberg.

O Dr. Renato Souza Oliveira explicou sobre os tratamentos disponíveis. Para os pacientes que ainda matêm uma boa visão, a nova terapia de crosslinking da córnea é fundamental para aumentar a resistência e estabilidade da córnea, evitando a progressão do ceratocone. Já nos pacientes em estágio mais avançado, mas que ainda não estão com a córnea tão fina que precise de transplante, pode ser implantado um anel. Este não impedirá o avanço da doença, mas melhorará a visão.

Além de mostrar alguns casos clínicos, a Dra. Tatiana Klejnberg explicou que a maioria dos pacientes descobre a doença durante os exames para fazer cirurgia de correção de grau e aponta a importância do diagnóstico e tratamento precoces. “Muitos pacientes não querem fazer o crosslinking, pois ele não melhora a visão. Porém, o curso natural da doença é que ela deve evoluir. Portanto, é importante realizar a intervenção para evitar a piora de visão no futuro. Os resultados são bons e os pacientes estão bem satisfeitos.”


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