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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Diabetes e retinopatia

Endocrinologistas e oftalmologistas se encontraram no IBOL, em outubro de 2017, para discutir aspectos das diabetes e seus efeitos na acuidade visual dos pacientes. Pelo Instituto Estadual de Diabetes, participou a médica Cynthia Melissa Valério, que abordou aspectos fisiológicos da retinopatia diabética. Do IBOL, os médicos André Soares Maia, Oswaldo Ferreira Moura Brasil e Remo Turchetti Moraes apresentaram tecnologias em exames, dados epidemiológicos e discutiram casos clínicos da doença.

Ao longo de sua palestra, a Dra. Cynthia apresentou estudos internacionais clássicos, alguns realizados com mais de 3 mil pacientes há mais de 30 anos, e que tiveram grande impacto no tratamento da retinopatia. Um dos estudos mostrou uma redução de cerca de 70% nos casos de retinopatia diabética entre pacientes com diabetes tipo 1, além de uma diminuição de 54% no risco de progressão da doença.

As pesquisas que acompanharam pacientes foram de longo prazo e, segundo explicou, o paciente que foi bem controlado no início da doença, apresentou uma menor chance de retinopatia em virtude do legado ou memória do organismo. Segundo ela, hoje, as diretrizes apontam para tratamentos avaliados de forma individualizada.

- Nem todo paciente diabético deverá perseguir indices de glicose muito baixos. O importante é olhar cada um de forma global e observar se tem outras doenças, afirmou ela.

Dr. Remo Turchetti Moraes, do IBOL, falou sobre antigas e novas tecnologias para avaliação da retinopatia diabética. Desde a retinografia colorida, um exame bem antigo, pelo qual se consegue observar os primeiros sinais da retinopatia diabética. Depois, falou da evolução que houve nas décadas de 50 e 60, com a angiografia retiniana, a possibilidade de se injetar contraste e, com isso, observar a vascularização da retina. Mais tarde, segundo ele, houve um avanço com a introdução de uma tecnologia digital do exame que ofereceu ao médico novos ângulos para análises. Turchetti contou que hoje o mais moderno exame é angiografia panorâmica e o IBOL é o único centro do Rio de Janeiro que detem a tecnologia.

Dr. André Soares Maia, do comitê científico do IBOL, abordou em sua apresentação, os comprometimentos que a retinopatia diabética pode provocar nos pacientes diabéticos. Ele trouxe casos clínicos para discussão e, segundo destacou, a recomendação da Organização Mundial da Saúde é que pacientes com diabetes tipo 1, se não tiverem nenhum sintoma, devem procurar um oftalmologista até cinco anos após o diagnóstico, e os pacientes com o tipo 2 devem procurar fazer controle da sua acuidade visual a partir do diagnóstico da diabetes.

Por último, Dr. Oswaldo Ferreira Moura Brasil, também do comitê científico do IBOL, palestrou sobre a retinopatia diabética proliferativa, que é a fase mais avançada da doença que, quando não tratada, levará a perda total da visão. Segundo ele, 50% dos pacientes diagnósticados com diabetes antes dos 30 anos, depois de 20 anos de doença, terão quadro de retinopatia diabética proliferativa. Em outro estudo apresentado, mostrou que um em cada cinco pacientes latino-americanos tanto com tipo 1 ou 2 do diabetes terão um quadro proliferativo, ou seja, uma doença com alta incidência. Por isso, ele recomenda o acompanhamento de forma periódica. “O tempo de doença é um dos principais fatores de risco”, ressaltou.


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