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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

Alternativas no diagnóstico e tratamento do olho seco

Uma nova era para o tratamento do olho seco foi apresentada pelo oftalmologista Leonardo Gontijo, do Hospital Universitário São José, da Faculdade de Medicina de Ciências Médicas, de Belo Horizonte, e da Santa Casa de Misericórdia de Minas Gerais, na última reunião científica do IBOL, realizada em outubro de 2018.

O olho seco é uma doença multifatorial e as novas abordagens da doença prometem uma grande mudança, tanto no diagnóstico mais preciso, como no seu tratamento. Gontijo apresentou aos médicos oftalmologistas do IBOL as novas técnicas para identificar os portadores. Estas incluem um teste simples e rápido que foi inclusive demostrado no auditório do IBOL.

O novo teste é como uma caneta, que encosta levemente na pálpebra inferior do olho, e mede a osmolaridade da lágrimas. Em apenas alguns segundos, o médico tem o resultado do exame.

Em termos de tratamentos, Dr. Gontijo falou sobre um equipamento associado a uma máscara que emite um flash de luz profunda. Fabricado na França, o equipamento existe desde 2014, já está presente em 45 países, onde cerca de 60 mil pacientes foram tratados. No Brasil, aguarda aprovação da Anvisa.

O oftalmologista explicou ainda que essa nova técnica para o tratamento do olho seco exige três aplicações. Na primeira, o paciente sente um alívio nos sintomas durante uma semana. Na segunda aplicação, os efeitos duram duas semanas e só na terceira dose, o benefício tem duração prolongada.

Gontijo ainda destacou que mesmo indivíduos que relatam lacrimejar podem ser acometidos pela síndrome do olho seco. Ele contou que explica aos seus pacientes que, muitas vezes, a síndrome acontece pois a camada oleosa não é ideal e a lágrima acaba sem estabilidade e se perde.

Além disso, o oftalmologista também abordou a estreita correlação entre indivíduos que têm rosáceas, que são cerca de 10% da população, e o olho seco. Entre os portadores de rosáceas, 80% são acometidos pela síndrome do olho seco. Ele explicou que os sinais oculares podem, inclusive, preceder a rosácea que ainda não está instalada.

No futuro breve, muitos dos portadores de olho seco no país, estimados em 28 milhões, poderão se beneficiar tanto das novas técnicas para diagnóstico como de tratamento.

 


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