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Glaucoma: como evitar a perda da visão

Principal causa de cegueira irreversível, o glaucoma, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, afetará 80 milhões de pessoas até 2020 e 111 milhões em 2040. O glaucoma provoca o estreitamento do campo visual. Estudos populacionais amplos, realizados no exterior, formas de diagnóstico e novas perspectivas de tratamento foram os temas abordados pela Dra. Maria Vitória Moura Brasil na última reunião científica do IBOL, neste mês de junho.

Segundo a Dra. Maria Vitória, o tratamento visa evitar que o paciente evolua para cegueira mantendo sua qualidade de vida. Como ela relembra, a única forma de evitar a cegueira pelo glaucoma é reduzir a pressão ocular, mas não se deve esquecer do impacto que este tratamento possa ter na qualidade de vida do doente. E por isso, é importante identificar os pacientes quando a doença ainda é assintomática.

O tratamento é indicado para os pacientes com diagnóstico de glaucoma e para alguns hipertensos oculares dependendo dos fatores de risco para se desenvolver o glaucoma. Por a isso, ela ressalta, a importância da conversa entre médicos e pacientes, pois sabe-se que é uma doença hereditária.

"Pessoa que tem parentes próximos, como pai, mãe e irmão, com a doença possui um risco seis vezes maior de também ser afetada; se for um avô ou avó, o risco cai para três vezes. Além disso, é uma doença que afeta mais negros do que caucasianos e asiáticos", ela explica.

Dra. Maria Vitória apresentou ainda os consensos para o tratamento da doença preconizados tanto pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia como pela Sociedade Americana e Europeia de Oftalmologia. No início, os indivíduos glaucomatosos devem ser tratados com uma monoterapia, ou seja, o uso de apenas um colírio que consiga controlar a doença, procurando prever qual o tipo de progressão, e que tenha menos efeitos colaterais; em casos mais avançados, as terapias combinadas, incluindo mais de uma substância em um mesmo colírio ou não, podem ser indicadas.

Para estabelecer qual a velocidade de progressão do glaucoma, segundo ela ressaltou, o ideal seria fazer, inicialmente, exames de campo visual em curto espaço de tempo, durante os dois primeiros anos após o diagnóstico. Outro aspecto importante é verificar a aderência do paciente ao tratamento, principalmente, quando é necessário o uso de mais de um colírio. Estudos mostram que, no primeiro ano de tratamento, menos de 50% dos pacientes aderem ao tratamento e um dos fatores é o esquecimento.

Além de apresentar todos os tipos de colírios e suas combinações, Dra. Maria Vitória abordou outras técnicas como o uso do laser em certos tipos de glaucoma e, se houver progressão da doença, a cirurgia, em alguns casos, é o recurso recomendado.


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