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IBOL - Instituto Brasileiro de Oftalmologia

IBOL adota novas técnicas de transplante de córnea

Técnicas de transplante de córnea foram apresentadas pelo Dr. Renato Souza de Oliveira, do IBOL, na reunião científica realizada neste mês de julho. Segundo ele, são muitas as opções e é preciso conhecê-las para saber qual é a mais indicada para cada caso. Até recentemente, a mais utilizada era a técnica conhecida como transplante penetrante e, atualmente, o transplante endotelial de córnea tem se difundido como mais seguro e com menos riscos pós-operatório.

Em sua apresentação, Dr. Renato mostrou principalmente duas técnicas utilizadas no transplante endotelial. Neste, evita-se a remoção completa da córnea, trocando apenas a parte interna que está comprometida. Para esses casos, as duas principais técnicas são: a DSAEK (do inglês, Descemet Stripping Automated Endothelial Keratoplasty) e a DMEK (do inglês, Descemet Membrane Endothelial Keratoplasty). Os primeiros artigos com o uso dessas técnicas saíram publicados na literatura científica, respectivamente, em 2002 e 2006.

Segundo explicou, são as duas técnicas mais modernas e que, praticamente, não necessitam nem de sutura e nem provocam mudança na superfície anterior do olho. Somando-se as vantagens, o paciente terá uma reabilitação mais rápida, cerca de dois meses e, ao final, uma melhor acuidade visual. Além disso, trazem menor risco de rejeição: 6% na cirurgia por DSAEK e 1% pela técnica do DMEK.

Já o transplante penetrante é recomendado quando há alguma doença na parte anterior da córnea. Por essa técnica, se troca toda a estrutura da córnea. Esta cirurgia envolve mais riscos de complicações e rejeições, podendo impactar o resultado final. Porém, dependendo do caso, é a única opção para o paciente. De acordo com estudo apresentado pelo Dr. Renato, as rejeições por essa técnica acontecem em 25% dos transplantados nos dois primeiros anos após a cirurgia.

Por fim, ressaltou a redução nas indicações cirúrgicas de transplante de córnea nos casos de Ceratocone, uma doença que afeta a estrutura da córnea, projetando-a para frente. Com o surgimento da técnica do Crosslinking - um método cirurgico promissor que fortalece a córnea - é possível estabilizar o Ceratocone e evitar o transplante.


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